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SAFiel apresenta nova proposta bilionária para transformar o Corinthians em SAF

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Por Felipe Sales e Rodrigo Vessoni

A SAFiel foi oficializada em um evento no Pacaembu, em São Paulo

A SAFiel foi oficializada em um evento no Pacaembu, em São Paulo

Victor Gomes / Meu Timão

No dia 2 de junho, o grupo SAFiel, que defende a transformação do Corinthians em Sociedade Anônima do Futebol (SAF), encaminhou ao clube uma nova carta de intenções não vinculante para a criação da empresa. Entre as propostas está a captação de até R$ 3 bilhões para auxiliar no alívio financeiro imediato dos cofres alvinegros.

O documento ao qual o Meu Timão teve acesso renova a oferta apresentada originalmente em outubro de 2025 e defende a constituição da SAF nos moldes da SAFiel, modelo que prevê captação popular de recursos entre torcedores e a preservação de mecanismos de participação do clube na gestão.

Ao longo de mais de dez páginas, o grupo formado por Carlos Teixeira, Eduardo Salusse e Maurício Chamati justifica a necessidade de apreciação urgente da proposta com base na situação financeira do Corinthians. Entre os argumentos apresentados estão o endividamento superior a R$ 2,8 bilhões, o crescimento diário dos juros da dívida (R$ 1,2 milhões), os déficits recentes, as restrições de fluxo de caixa, a necessidade de antecipação de receitas e os compromissos financeiros relacionados à Neo Química Arena.

A proposta prevê uma captação de R$ 2,5 bilhões, com possibilidade de alcançar R$ 3 bilhões em caso de demanda acima do esperado. Segundo o documento, os recursos seriam destinados, principalmente, ao saneamento das dívidas do futebol, investimentos esportivos, melhorias de infraestrutura, implementação de mecanismos de governança e fortalecimento do clube social.

Pelo modelo apresentado, a futura SAF receberia os ativos e passivos ligados ao futebol profissional, incluindo direitos econômicos e federativos de atletas, contratos comerciais, receitas de transmissão, marcas vinculadas ao departamento e demais obrigações relacionadas à atividade. Assim, todo esse patrimônio seria administrado de maneira independente das demais modalidades do Parque São Jorge.

Em contrapartida, o Timão, na figura do clube social, manteria participação societária na empresa, receberia royalties estimados em R$ 600 milhões ao longo de dez anos pela utilização da marca, teria extensão de patrocínios para outras modalidades e contaria com um canal formal de cooperação institucional. Além disso, o Corinthians manteria direitos especiais de governança por meio de uma golden share — mecanismo que concede poder de veto e direitos estratégicos. O projeto também prevê a criação de órgãos como Conselho de Administração, Conselho Fiscal, Conselho Cultural e Comitê de Governança.

Um dos pilares da proposta é a pulverização do capital. A SAFiel ainda deseja que as ações com direito a voto sejam destinadas exclusivamente a torcedores corinthianos, com investimentos a partir de R$ 250 e limites de participação por CPF. Investidores institucionais poderiam participar apenas por meio de ações sem direito a voto, caso fosse necessário complementar a captação.

O texto também prevê mecanismos de proteção à identidade do clube, incluindo veto a alterações no nome, escudo, cores e símbolos. Outra medida é a cláusula de reversibilidade, que permitiria ao Corinthians retomar o controle do futebol em situações como descumprimento de obrigações essenciais, problemas graves de gestão ou descaracterização da identidade institucional.

A efetivação da operação dependeria de uma série de etapas, entre elas a aprovação dos órgãos estatutários do Timão, a realização de due diligence — processo de investigação e auditoria que antecede operações financeiras e societárias — por empresa independente, validações regulatórias e aprovação final dos associados em Assembleia Geral.

Por se tratar de uma carta de intenções não vinculante, a proposta não obriga as partes à conclusão do negócio. O documento, entretanto, solicita que o projeto seja formalmente analisado pela presidência, pelo Conselho de Orientação (Cori) e pelo Conselho Deliberativo (CD) antes de eventual deliberação dos associados.

De acordo com o atual Estatuto do clube, iniciativas relacionadas a investimentos ou alterações estruturais dependem da presidência da diretoria, atualmente ocupada por Osmar Stabile. Já o Cori possui função consultiva e fiscalizadora, podendo analisar temas apenas quando formalmente encaminhados pela diretoria ou pelo Conselho Deliberativo.

Além disso, o grupo apresentou um cronograma estimado para a implementação do projeto:

  • Entrega da proposta: já realizada;
  • Assinatura da proposta: na data de eventual aceitação;
  • Instalação do sistema virtual para início das diligências: 30 dias após a aceitação;
  • Conclusão da due diligence e do valuation do clube (a ser realizado por uma empresa Big Four): 180 dias após a aceitação;
  • Registro dos fundos e/ou ofertas na Comissão de Valores Mobiliários (CVM): entre 180 e 210 dias após a aceitação;
  • Roadshow (apresentação do projeto para diversos público) e período de reservas: 210 dias após a aceitação;
  • Anúncio dos conselheiros independentes e do CEO: 210 dias após a aceitação;
  • Aprovação da SAFiel em Assembleia Geral (AG) dos associados: 300 dias após a aceitação;
  • Chamada de capital para integralização dos recursos: 300 dias após a aceitação;
  • Instalação da governança e início das operações: 360 dias após a aceitação.

O prazo de vigência da carta de intenções é de 60 dias a partir da assinatura pelas partes, podendo ser prorrogado por acordo mútuo ou permanecer válido até a assinatura dos documentos definitivos.

Apresentação do projeto, encontros importantes e nova versão

Em janeiro, a SAFiel propôs quitar o transfer ban com o Santos Laguna, do México, pela contratação de Félix Torres. Além disso, o grupo

A SAFiel tem se reunido com figuras influentes da política corinthiana nos últimos meses

Divulgação / SAFiel

Nos últimos meses, a SAFiel tem ampliado o diálogo com diferentes setores da política corinthiana. O grupo já se reuniu com figuras importantes do clube, como o presidente licenciado do Conselho Deliberativo, Romeu Tuma Júnior, e o atual presidente da diretoria, Osmar Stabile.

Em outubro de 2025, foi apresentada a primeira versão da carta de intenções não vinculante. Além disso, no início deste ano, representantes da iniciativa participaram da audiência pública sobre a reforma do Estatuto, quando o tema SAF esteve em debate, e também apresentaram o projeto na quadra da Gaviões da Fiel.

Em maio, a SAFiel se reuniu com integrantes do Conselho de Orientação para detalhar a versão 2.0 do projeto. Como trouxe o Meu Timão, após uma reunião do Cori no Parque São Jorge, representantes do grupo tiveram cerca de 30 minutos para uma conversa informal com alguns membros do órgão fiscalizador. O encontro ocorreu em clima cordial e receptivo entre as partes.

A nova versão da proposta, chamada de Book SAFiel, é apresentada como um complemento ao projeto original. O documento ressalta que as alterações não devem ser analisadas isoladamente, já que atualizam, substituem ou aprofundam pontos da primeira carta de intenções, que segue sujeita a ajustes.

Segundo a SAFiel, a versão 2.0 incorporou sugestões recebidas de sócios, torcedores e profissionais ao longo dos últimos cinco meses. O texto também destaca que as projeções financeiras apresentadas possuem caráter exclusivamente estimativo, sem garantia de resultados, e não configuram oferta pública de investimento.

Na sequência, o projeto explica que a estrutura da empresa é definida como uma nova hierarquia jurídica, econômica e de governança para o futebol do Corinthians, voltada à captação de recursos, profissionalização da gestão, descentralização do poder e preservação dos vínculos com o clube associativo, sem transferência de controle para investidores externos.

O projeto afirma estar fundamentado em cinco pilares: reequilíbrio financeiro, modernização, popularização, redemocratização e proteção do clube social. A proposta reforça ainda que a implementação da SAF não representaria a venda do Corinthians, mas sim uma separação administrativa entre futebol e clube social, mantendo a associação e os torcedores acionistas como proprietários dos ativos relacionados ao departamento de futebol.

Tentativa de quitação de dívidas no início do ano

Em janeiro, a SAFiel propôs quitar o transfer ban com o Santos Laguna, do México, pela contratação de Félix Torres. Além disso, o grupo

Em janeiro, a SAFiel propôs quitar o transfer ban com o Santos Laguna, do México, pela contratação de Félix Torres. Além disso, o grupo gostaria de pagar o financiamento da Neo Química Arena

Wanderson Oliveira / Meu Timão

No início de 2026, inclusive, a SAFiel enviou uma proposta formal ao clube do Parque São Jorge com o objetivo de equacionar duas das principais pendências financeiras do Corinthians naquele momento: o transfer ban imposto pela Fifa pela dívida com o Santos Laguna, do México, referente à contratação do zagueiro Félix Torres, e o financiamento da Neo Química Arena junto à Caixa Econômica Federal.

A proposta previa um aporte financeiro capaz de quitar tanto os cerca de R$ 40 milhões devidos ao clube mexicano — valor pago pelo Corinthians dias depois — quanto o saldo da dívida da Neo Química Arena, que, segundo o último dado consolidado, de dezembro de 2025, é de R$ 642 milhões.

O montante seria antecipado e funcionaria como um adiantamento. Caso a SAF fosse aprovada futuramente, o valor seria convertido em ações da empresa, mas se o projeto não avançasse, o clube teria de devolver o dinheiro aos investidores.

O que é a SAFiel?

Mauricio Chamati (esquerdo), Eduardo Salusse (centro) e Carlos Teixeira (direita) são três dos idealizadores da SAFiel

Mauricio Chamati (esquerdo), Eduardo Salusse (centro) e Carlos Teixeira (direita) são três dos idealizadores da SAFiel

Victor Gomes / Meu Timão

A SAFiel é apresentada por seus idealizadores como um projeto de caráter aberto e coletivo, construído ao longo de meses de diálogo com torcedores, profissionais da imprensa e influenciadores. A iniciativa se apoia em um material técnico que aprofunda os fundamentos econômicos, jurídicos e políticos da proposta, além de um documento de princípios (missão, visão e valores) elaborado de forma colaborativa com a própria Fiel.

Segundo o grupo, a ideia é promover mudanças estruturais no Corinthians sem romper com sua identidade popular. O plano prevê a profissionalização do futebol, a reorganização das finanças, a equalização das dívidas, a solução do passivo da Neo Química Arena e a implantação de um modelo de governança moderno e sustentável, garantindo participação efetiva dos torcedores nas decisões.

Para isso, o projeto propõe uma nova arquitetura corporativa, preservando a autonomia do clube social, mas transferindo os departamentos de futebol masculino, feminino e de base para uma empresa administrada segundo práticas de mercado, com mecanismos de controle, fiscalização e auditorias independentes.

Veja mais em: Dívida do Corinthians, Conselho do Corinthians, Osmar Stabile e Parque São Jorge.

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    A cada dia a dívida do Corinthians aumenta 1,3 milhões de reais só de juros. Quem é contra a Safiel, mostre uma solução real, para pagarmos essa dívida. O Stabile é mais um que vai cair.

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    Acho admiravel a resiliencia deste pessoal! Sabe quando esses conselheiros iram aceitar peder o poder! NUNCA!

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    Tudo que vem fácil, vai embora fácil, e para esses resilientes homens da SAFIEL tá bem difícil, então, pode ser que eles de fato sejam nosso renascimento

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    244º. @claudinei.da.silva8 em

    Até um sic já sabe, que a única saída para o Corinthians infelizmente e virar uma saf, pq do jeito que tá não tão nem conseguindo pagar o salário do mês do clube, entra 100 milhões mais tem 300 pra pagar, me explica como faz mágica nisso.

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    243º. @walter-santos1 em

    O Corinthians já era pra ter virado SAF para ontem, só que também tem aquela, os caras da Safiel falaram que vai captar 2,5 bilhões. Pq não captam antes esse dinheiro? Depois que o contrato tiver assinado aí já é tarde. Aí não conseguem captar nem a metade de 1 bilhão, aí ferra tudo. Acho que já tem que chegar com dinheiro, pq se for chegar com promessas, já chega os dirigentes ladrões que prometeram tanta coisa e não cumpriram nada, só roubaram. Se chegar no mundo arabe dizendo que o clube quer virar SAF, pode acreditar que vai ter Sheik arabe querendo comprar por mais de 5 bilhões pq sabem que a marca Corinthians é lucrativa. Agora eu quero ver a Safiel chegar com os 2,5 bilhões que estão prometendo. Já chega a vaquinha da arena que o pessoal pensou que ia conseguir captar todo o dinheiro para captar o estádio, no final das contas não captou nem a metade, da metade, da metade.